Natal(RN), Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016

    agosto29

    Dólar vira e passa a cair, de olho em julgamento do impeachment

    O dólar virou a passou a recuar nesta segunda-feira (29), em mais um dia de julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, e após discursos na sexta-feira (26) de autoridades do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, alimentarem expectativas sobre os juros no país.

    Às 14h48, a moeda norte americana caía 0,92%, vendida a R$ 3,2415 Veja a cotação do dólar hoje.
    Acompanhe a cotação ao longo do dia:
    Às 9h10, alta de 0,37%, a R$ 3,284
    Às 9h50, alta de 0,13%, a R$ 3,2762
    Às 10h39, queda de 0,08%, a R$ 3,2692
    Às 11h29, queda de 0,53%, a R$ 3,2546
    Às 12h40, queda de 0,76%, a R$ 3,247
    Às 13h20, queda de 0,62%, a R$ 3,251
    Às 13h49, queda de 0,54%, a R$ 3,254.
    Segundo a Reuters, investidores estão evitando fazer grandes apostas antes dos dados de emprego nos Estados Unidos de sexta-feira, que podem dar pistas sobre o rumo dos juros no país, e do desfecho do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. 

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    agosto29

    UFRN sedia VII Encontro da Rede de Estudos Rurais a partir desta segunda-feira

    Sendo organizado Laboratório de Estudos Rurais da UFRN, o VII Encontro da Rede de Estudos Rurais tem como tema central ´Olhares conflitantes sobre o mundo rural: territorialidades, conhecimentos e ações de desenvolvimento´ e ocorre no período de 29 de agosto a 1 de setembro, a partir das 14h no Auditório da Reitoria da UFRN.

    A escolha deste tema está fundamentada na necessidade de se aprofundar a compreensão e a análise em torno das distintas e divergentes concepções de mundo rural que vem sendo construídas e expressas pelos diferentes atores sociais. Além disso, visa reunir pesquisadores, estudiosos de distintas formações disciplinares e interessados nas diversas temáticas relacionadas ao mundo rural.

    Nessa edição do Encontro pretende-se aprofundar a compreensão e a análise das concepções do mundo rural que vêm sendo construídas e expressas pelos diferentes atores sociais. As mesas temáticas abordarão desde processos de formação e gestão de políticas públicas até o acesso aos recursos, além das iniciativas da agricultura empresarial, que incidem de forma diversa sobre os territórios e suas populações rurais, camponesas e povos tradicionais.

    Para maiores informações acesse: http://www.redesrurais.org.br/7encontrorede/ 

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    agosto29

    Maggi solicita inclusão do açúcar na pauta do Mercosul

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, aproveitou o encontro com o ministro da Agroindústria da Argentina, Ricardo Buryaile, neste domingo, na Expointer, para solicitar a inclusão do açúcar na pauta de comercialização do Mercosul.

    O desejo brasileiro de integrar o produto ao Mercosul sempre esbarrou na resistência argentina. E, sem que isso aconteça, o Brasil não consegue avançar nas negociações para vender açúcar à União Europeia. ´Eu solicitei ao ministro argentino que o açúcar seja colocado para dentro do bloco´, disse Maggi após sair do encontro. ´Houve, por parte do ministro e dos seus técnicos que estavam presentes, a ideia de uma recepção favorável.´

    Maggi explicou que, para tentar convencer os argentinos, está deixando claro que o Brasil não busca tomar o mercado vizinho, mas sim obter o reconhecimento do açúcar como um produto pertencente ao bloco sul-americano.´O Brasil coloca claramente a seguinte posição: ´vocês colocam as condicionantes´ ´Nós não queremos que o açúcar brasileiro invada o mercado argentino. Desejamos que o produto esteja reconhecido, para que a gente possa avançar nas negociações com a Comunidade Europeia´, disse.

    A expectativa do governo brasileiro é de que as conversas continuem. Este foi o terceiro encontro de Maggi com o colega argentino desde que assumiu o ministério, no governo do presidente em exercício, Michel Temer.

    Maggi chegou ao Rio Grande do Sul neste sábado. Ontem, participou da abertura oficial da 39ª Expointer (Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários), em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre. Hoje, se reuniu com o Buryaile e com o ministro da Agricultura do Uruguai, Tabaré Aguerre. Depois, almoçou com lideranças do agronegócio gaúcho. A feira termina no dia 4 de setembro. Com informações de Estadão Conteúdo. 

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    agosto29

    Procura de remédio na rede pública cresce 30%

    Com a crise econômica e a diminuição de clientes dos planos de saúde, o número de paulistanos que retiram remédios na rede pública da capital cresceu 30% neste ano, passando de 4,1 milhões nos oito primeiros meses de 2015 para 5,4 milhões no mesmo período deste ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde obtidos com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo.

    A alta demanda agravou o quadro de falta de medicamentos básicos em algumas unidades e obrigou a secretaria a rever o planejamento de compras de cada uma das mais de 500 farmácias municipais. O problema é alvo de inquérito do Ministério Público Estadual.

    De acordo com a pasta, o aumento da procura por medicamentos gratuitos se deve a duas principais razões: o crescimento do número de pessoas atendidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde ficam a maior parte das farmácias, e a migração de pacientes da rede privada para a pública. Somente na cidade de São Paulo, 330 mil pessoas deixaram de ter plano de saúde entre 2014 e 2016, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

    ´Embora esses medicamentos básicos não sejam ofertados pelos planos, muita gente que começou a se consultar no SUS ficou sabendo quais remédios estão disponíveis de graça e passaram a usar esse serviço. Tem aqueles pacientes também que continuam na rede privada, mas que, para poupar um pouco de dinheiro nesse momento de crise, passaram a retirar os remédios nas farmácias dos postos. Tivemos um aumento de receitas vindas da rede privada´, afirma o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha.

    Segundo o secretário, 32% das prescrições recebidas nas farmácias da Prefeitura neste ano vieram de médicos particulares ou de unidades de outros municípios. No ano passado, esse porcentual era de 26%.

    Mudança

    Foi no último mês de junho, quando cancelou o plano de saúde, que a técnica de enfermagem Patrícia de Oliveira, de 37 anos, passou a buscar atendimento e medicamentos na rede pública. ´Eu tinha um convênio que custava R$ 437, mas fui avisada que subiria para R$ 690. Não dava mais para pagar´, conta. No mês seguinte, ela passou mal e precisou ir a um médico da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) próxima de sua casa, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte. ´O médico me passou buscopan e dipirona e já peguei no posto mesmo para economizar. Tive a sorte de encontrar, porque minha mãe sempre retira os medicamentos na farmácia do posto e tem alguns que vivem faltando´, conta ela.

    Na última quinta-feira, 25, Patrícia levou a mãe, a aposentada Antonia Costa de Oliveira, de 65 anos, à AMA por causa de uma crise de bronquite. ´Dessa vez não tivemos tanta sorte porque um dos remédios, o prednisona, está em falta. Vamos ter que comprar agora, mas está uns R$ 30, não é tão barato´, reclama Patrícia.

    Para Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o aumento da demanda por remédios pode também estar relacionado ao crescimento da oferta de consultas. ´Houve uma expansão da atenção básica nos últimos anos. Se as consultas aumentam, a retirada de medicamentos também´, diz.

    Dos cinco remédios mais retirados, quatro são indicados para o tratamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabete. As zonas leste e sul, as mais populosas da capital, são as responsáveis pela maior demanda de remédios. Do total de pacientes atendidos nas farmácias municipais neste ano, 25,6% eram moradores da região leste e 24,4%, da sul.

    A secretaria lançou em 2015 o aplicativo Aqui Tem Remédio, que indica os medicamentos disponíveis em cada unidade. O app já é o mais usado da Prefeitura, com 300 mil acessos. (Estadão) 

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    agosto29

    Obra da CAERN fecha Avenida João Medeiros Filho nesta terça

    Nesta terça-feira (30) a Avenida Dr. João Medeiros Filho, no bairro Potengi – zona Norte da capital, terá a pista do sentido Igapó/Redinha fechada para obras da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN). A informação é da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU).

    Segundo o inspetor Carlos Eugênio Barbosa, chefe de Intervenção Viária do órgão, a pista no sentido Redinha/Igapó funcionará em mão-dupla.

    ´Vamos colocar cones na avenida para separar o fluxo e permitir esta operação´, informou. Ainda de acordo com o inspetor, o motorista deve procurar vias alternativas. ´O motorista pode vir pela Avenida Pompéia e entrar à esquerda ou pela Avenida Moema Tinoco´, alertou.

    A obra deve durar 15 dias no local e, em caso de dúvidas, os motoristas podem ligar para o Alô STTU – no telefone 156 – ou perguntar pelo Twitter oficial, o @156Natal. 

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    agosto29

    Impeachment: artistas e o ex- presidente Lula acompanharão Dilma no Senado

    É grande a movimentação hoje (29) no Senado para a oitiva da presidenta afastada Dilma Rousseff. Neste quarto dia de julgamento do processo de impeachment, que deverá ser o mais longo de todos, além de apresentar sua defesa, Dilma irá responder a perguntas de parlamentares.

    Até às 8h30 da manhã desta segunda-feira, 47 senadores já estavam inscritos para questioná-la. Cada um terá cinco minutos e Dilma terá tempo livre para as respostas. Antes de responder, a petista irá dispor de 30 minutos para sua defesa, mas, segundo o presidente da sessão do julgamento, ministro Ricardo Lewandowski, este tempo poderá ser prorrogado de acordo com a necessidade da petista.

    Os convidados da presidente afastada serão 40: 30 deles ficarão nas galerias e 10 - assessores mais próximos- na tribuna de honra - entre eles, ministros de sua gestão, como Aldo Rebelo (Defesa) e Jacques Wagner ( Casa Civil) e artistas como o cantor Chico Buarque e atriz Létícia Sabatella. Além deles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado para acompanhar a sessão.

    Já entre os convidados da acusação, que serão 30, e ocuparão parte das galerias no plenário, estarão representantes de movimentos sociais como o Vem para Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), além de uma filha do jurista Hélio Bicudo, um dos autores da representação. Bicudo enfrenta graves problema de saúde.

    Segurança

    Nesta segunda-feira, a novidade em relação à segurança é que a Esplanada dos Ministérios foi completamente fechada, desde a Catedral até o prédio do Congresso Nacional. O acesso está sendo feito a pé ou de carro, por vias auxiliares. Ao contrário de outros dias, o gramado na Esplanada - dividido por um muro de 80 metros - já começa a ser ocupado por manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment. A Polícia Militar do Distrito Federal faz a segurança no local.

    Histórico

    Dilma é alvo de um processo de impeachment, por ter editado, em 2015, decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da Presidência da República pelo Senado há mais de 100 dias. 

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    agosto29

    Por que a semana tem sete dias?

    Pare para pensar: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo.
    Mas também: Dó, ré, mi, fa, sol, lá, si. Sete notas musicais.
    Vermelho, laranja, amarelo, verde, ciano, turquesa, azul, violeta. Sete cores do arco-íris. Sete chacras no corpo humano.
    Dá para continuar.

    Apesar de se saber que os números sempre existiram por razões práticas – contar ovelhas ou tomates, por exemplo –, eles também revelam padrões abstratos, e isso fez com que virassem objeto de estudo.

    Cada número tem um significado em si: o 1, por exemplo, é o mais popular de todos como primeiro dígito (em um conjunto de dados, cerca de 30% dos números começam com 1) e o 5, no Oriente Médio, repele o mal.
    Preferido Antes de falar dos dias da semana, exploremos os números que existem sobre eles.Ao que parece, o 7 é o preferido das pessoas. No livro Alex através do espelho, Alex Bellos fez um experimento lançando nas redes a pergunta: ´Qual o seu número preferido?´. Ele recebeu respostas de todas as partes do mundo.
    Apesar de todos os números de 1 a 100 terem tido votos e ter havido 472 votos para números de 1 a 1000, o preferido certamente foi o 7.

    A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, tentou comprovar o experimento com um método bem pouco científico. Mandou um e-mail para os jornalistas da equipe que trabalhavam um dia com a mesma pergunta.

    Das 16 pessoas que responderam , 7 escolheram o 7, mais que os outros dígitos. O segundo lugar teve três votos.
    Mas por quê?

    ´Quando escolhemos nosso número favorito, é provável que escolhamos um número ímpar, porque eles parecem mais interessantes´, diz Bello. ´Os pares são mais cômodos – 2, 4, 6, 8 -, enquanto o 3, 7, 9, nos fazem pensar um pouco mais. E o 7 é o mais perigoso, porque é a tabuada mais difícil.´

    ´Um dos testes de demência ou para pessoas que saíram de um coma que se faz é pedir a elas que, partindo do 100, subtraíam de 7 em 7 até no 0.´ ´Fazem isso porque é muito mais difícil. 5 é fácil. E se fosse 6 ou 8, os números se repetem muito mais do que com 7, então não seria tão complicado.´

    O curioso, diz Bellos, é que inclusive pessoas que dizem odiar matemática ou que acham impossível a tabuada de 7 o escolhem como número preferido. Mas não apenas é um número do qual as pessoas gostam, ele também tem uma longa história.

    ´Ao longo da história, de todos os números, o 7 é o que tem mais simbolismo cultural, místico e religioso´ apontou o autor.
    Os 7 mares (que foram reais a imaginados ao longo dos séculos e através das culturas), as 7 idades do homem de Shakespeare, os 7 metais da Alquimia.

    ´Para mim, a razão pelo qual conferimos tantas qualidades místicas ao 7 gira em torno de sua unicidade numérica, diz Bellos. ´O 7 é o único entre os primeiros 10 números que não pode ser multiplicado ou dividido dentro do grupo.´ ´Se você multiplica por 2 o 1, 2, 3, 4 ou 5, o resultado é menor ou igual a 10´, ou seja, multiplicados por um do grupo, não saem dele.

    “Os números 6, 8 e 10 podem ser divididos por 2 e 9, por 3, e seguem dentro do grupo. O 7 é o único que não produz nem é produzido. É por isso que parece especial´, constata Bello.

    Os dias já são contados há muito tempo. O nascer e o pôr-do-sol são eventos muito imponentes para que passassem batidos, principalmente quando não sabíamos iluminar as noites. A natureza os separava e os humanos marcavam em um tronco. ´Nossos primeiros calendários estavam vinculados aos fenômenos astronômicos, como a Lua Nova, de forma que o número de dias em cada calendário variava. Se se regiam pela Lua, por exemplo, os ciclos duravam entre 29 e 30 dias´, diz Bellos. ´No primeiro milênio a.C. os judeus introduziram o novo sistema: decretaram que o Sabbat seria cada sétimo dia ad infinitum, independentemente da posição dos planetas.´Ao contrário de outras culturas, em hebraico os dias da semana não têm nomes de deuses, festivais, elementos ou planetas, mas são números, com exceção de sábado, Yom Shabbat (יום שבת) ou dia Sabbat.

    Desta forma, explica, nos emanciparam das leis da natureza, colocando a regularidade numérica no centro da prática religiosa e organização social. ´A semana de 7 dias virou a tradição de calendário ininterrupta mais antiga da história´, afirma.

    O 7 já era um número místico quando os judeus declaram que Deus levou seis dias para fazer o mundo e no sétimo descansou. Outros povos mais antigos também haviam usado períodos de sete dias em seus calendários, mas nunca repetidos eternamente. ´A explicação mais comumente aceita para o predomínio do 7 no contexto religioso é que os antigos viam sete ‘planetas’ no céu: o Sol, a Lua, Vênus, Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno´, destaca Bellos.

    Os babilônios foram um desses povos que associaram o número 7 aos corpos celestes. Por isso, alguns acreditam, virou importante marcar o sétimo dia com rituais. A semana de sete dias ligada ao astros foi adotada até no Extremo Oriente. Mas pode haver outras explicações para sua importância simbólica.

    Uma delas é que os egípcios usavam a cabeça humana para representar o 7, porque há sete orificios nela: ouvidos, olhos, nariz e boca. A psicologia dá outra explicação: ´Seis dias seria o período ótimo de tempo que uma pessoa pode trabalhar sem descansar, além disso, sete pode ser o número mais apropriado de nossa memória, o número de coisas que uma pessoa média pode manter em mente é 7, mais ou menos 2.´

    E há algo mais que faz o 7 especial, segundo Bellos, que ilustrou com um exemplo peculiar. ´Pense nos sete anões da Branca de Neve. Por que não seis? Seriam suficientes – nem muitos nem poucos – mas poderiam se separar em 3 x 3, se dividir em grupos de dois. Se são sete, eles precisam ser vistos como um grupo. Para mim, isso faz com que o 7 seja poderoso: faz com que todos sejam iguais.´ (G1) 

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    agosto29

    Média de candidatos a prefeito no Rio Grande do Norte é de 2,6 por município

    O sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza 438 pedidos de registro de candidatura a prefeito no Rio Grande do Norte, o que representa uma média de 2,6 candidatos para cada um dos 167 municípios potiguares.

    O DivulCand 2016 também aponta que existem 8.058 candidatos a vereador no Estado. No Brasil, o total de postulantes a uma vaga no Poder Legislativo é de 456.836. Já o número de candidatos a prefeito totaliza 16.321, ou seja, uma média de 2,9 candidatos por município.

    Finalizado o período de requerimento dos registros de candidatura cabe agora à Justiça Eleitoral decidir pelo deferimento ou não desses pedidos. A lei não determina um prazo máximo para que o juiz titular da zona eleitoral faça essa apreciação, mas estabelece o dia 12 de setembro como data máxima para que os recursos que eventualmente surjam sejam julgados em segunda instância. 

    agosto29

    Equipe da UFRN participa da descoberta inédita de novos planetas

    Professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), juntamente com uma equipe internacional de astrônomos, descobriram a existência de planetas gigantes dentro de um aglomerado de estrelas chamado Messier 67, localizado na constelação do Caranguejo, na Via Láctea. Os professores Bruno Leonardo Canto Martins e José Renan de Medeiros, do Departamento de Física da UFRN, Izan de Castro Leão e Luca Pasquini, do European Southern Observatory (ESO), e astrônomos de outras instituições europeias e chilenas, participam da pesquisa.

    A equipe utilizou equipamentos do ESO, localizados no Chile, o telescópio Hobby-Eberly, nos Estados Unidos, e o telescópio do Observatório de Haute Provence, na França na busca por planetas gigantes em órbitas de período curto. Esses equipamentos possuem um tipo específico de espectroscópio que é usado para medir a velocidade radial, movimento de oscilação, precisa das estrelas.

    O professor Bruno Leonardo explica dando como exemplo o planeta Terra. ´A atração gravitacional da terra em relação ao sol, faz com que ele se mova nove centímetros por segundo. A necessidade de precisão dos dados é grande, pois os números são muito desproporcionais em relação a grandeza dos corpos celestes´, conta.

    Essa oscilação é normalmente causada pela influência gravitacional de corpos celestes que orbitam a estrela. A velocidade radial, então, indica se há ou não planetas orbitando uma estrela e ferramentas matemáticas mapeiam a órbita desses planetas, determinam a distância deles em relação à estrela, quanto tempo o planeta leva para dar uma volta em torno dela, se essa volta é elíptica ou circular, a massa do planeta e vários outros dados.

    No caso do Messier 67, que possui 88 estrelas e é um dos 29 aglomerados localizados na Via Láctea, os dados observados eram principalmente a oscilação de uma estrela causada pela presença de corpos celestes chamados de Júpiter quente. Características desse tipo de exoplaneta foram encontradas em três estrelas do aglomerado. Os Júpiter quentes têm esse nome, pois têm massas que podem ser comparadas ao planeta Júpiter do Sistema Solar. São quentes porque, ao contrário de Júpiter, eles estão muito próximos das suas estrelas progenitoras e têm períodos orbitais que duram menos de dez dias terrestres.

    A motivação das pesquisas, que já dura vários anos, é a busca por áreas habitáveis em planetas que se encontram em ambientes favoráveis ao desenvolvimento de organismos vivos. ´Hoje em dia já temos catalogado mais de três mil planetas, a maioria deles orbitando estrelas soltas no universo. E a pergunta a ser respondida é: existe vida em algum lugar? E como vamos atrás de vida? Procuramos planetas parecidos com a Terra e estrelas parecidas com o Sol´, afirma o professor Bruno Leonardo.

    O aglomerado Messier 67 é um dos mais estudados por astrônomos no mundo todo, pois sua formação e idade é bastante próxima das características do Sistema Solar e por isso acredita-se que o nosso Sol e os planetas que orbitam a sua volta tiveram origem em um ambiente similar. (Agora RN)

    agosto29

    Discurso de Dilma Rousseff no Senado será direcionado ao povo

    No último ato da batalha contra seu impeachment, quando enfrenta os senadores que julgarão se cometeu crime de responsabilidade, a presidente afastada, Dilma Rousseff, fará hoje um discurso emocional, no qual relembrará sua biografia e a luta que travou contra a ditadura. Será uma peça autoral, na qual pretende apelar à consciência dos senadores para que não permitam a ocorrência de um novo golpe. Dilma não se deterá em detalhes técnicos. Repetirá que não cometeu crime e que é uma mulher honesta. Ao fim da fala, quando os senadores iniciarem as perguntas, não iniciará os ataques, mas estará preparada para o embate.

    — Ela está muito preparada. Não vai atacar, mas também não se deixará levar pelas provocações — diz um aliado que auxiliou no preparo de Dilma.

    Semana passada, Dilma se dedicou aos estudos. Imprimiu todos os depoimentos feitos na comissão de impeachment e, de bloquinho na mão, registrava o perfil que cada senador revelava ao inquirir as testemunhas. Na noite de sábado, já tinha a lista dos primeiros inscritos para fazerem perguntas a ela na sessão de hoje. E pesquisou sobre a trajetória política de cada um. Um auxiliar conta que ela não pretende fazer acusações, mas terá cartas na manga para usá-las, caso seja atacada.

    ATO DE MISOGINIA

    Em sua fala, Dilma repisará a base da argumentação que tem apresentado nos atos contra o impeachment: de que não cometeu crime e que sua deposição, portanto, configura um golpe. Ela também aproveitará para defender o projeto político que a alçou ao poder, destacando o foco nas minorias e as ações na área social. A presidente afastada também fará um aceno às mulheres, dizendo que o processo de impeachment é um ato de misoginia, e que, como toda mulher de fibra, não desistirá de lutar para defender a democracia.

    — A fala dela não é para os senadores, é para o povo. Ela sabe que cada um dos 81 que vão julgá-la já decidiu seu voto — afirma um aliado.

    Ontem, Dilma levantou cedo e pedalou por quase uma hora. Fazia quatro dias que não saía de casa nem para fazer o exercício . Saiu do Palácio da Alvorada antes das 7h, passou em frente ao Jaburu (residência da Vice-Presidência, onde fica o presidente interino, Michel Temer), que considera um traidor, seguiu por vias próximas e voltou ao Alvorada.

    A redução dos exercícios e a diminuição do rigor com a dieta levaram a presidente a recuperar alguns dos quase 20 quilos que perdeu. Logo no início da manhã, chegaram à residência oficial, que se transformou também em local de trabalho de Dilma, os ex-ministros Eleonora Menicucci (Secretaria de Mulheres) e Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência). Os dois têm sido os mais fiéis companheiros, nos últimos dias. Enquanto Menicucci, amiga dos tempos de resistência à ditadura, deu o amparo emocional, Rossetto ajudou na amarração do discurso de defesa.

    No fim da tarde, uma força-tarefa se reuniu com a presidente afastada. Além do ex-presidente Lula, que chegou a Brasília para ajudá-la a arredondar o discurso que fará no Senado, Dilma também recebeu os ex-ministros Nelson Barbosa e Jaques Wagner. Além deles, a “comitiva” reuniu Giles Azevedo, assessor pessoal; o presidente do PT, Rui Falcão; o líder do MTST, Guilherme Boulos, e o dirigente do MST, João Paulo Rodrigues.

    Para dar ´apoio moral´ à petista, Lula também vai ao Senado hoje. Deve acompanhar a fala de Dilma e os questionamentos dos senadores nas galerias, junto com os demais convidados da presidente. Entre eles deve estar o cantor e compositor Chico Buarque, que ligou ontem para a presidente e prometeu integrar a comitiva que sairá do Alvorada hoje, às 8h, para acompanhá-la até o Congresso. Além dos 30 convidados a que Dilma tem direito, lideranças sindicais também comparecerão ao Senado, mas ficarão em uma sala da Comissão de Direitos Humanos, reservada pelos senadores petistas.

    Auxiliares que a acompanham contam que ela está tranquila e tem lido intensamente as peças de sua defesa, apresentadas pelo advogado José Eduardo Cardozo. Nas últimas semanas, releu a biografia de Getulio Vargas, escrita por Lira Neto, e usou referências do ex-presidente para a construção de sua fala. A presidente afastada chegou a citar Getulio nos dois discursos que fez semana passada, inclusive em seu último evento público, intitulado “Ato em defesa da democracia”, em Brasília.

    POSTURA DA FOTO DE 1971

    Embora o placar pelo seu impeachment esteja folgadamente desfavorável a ela, Dilma se recusa a admitir a derrota antes do tempo. Um aliado conta que no voo de São Paulo para Brasília, na terça-feira passada, quando voltavam do ato da Frente Brasil Popular contra o impeachment, um assessor comentou com ela que esta era a última viagem dela como presidente. Ao que ela respondeu: ´Não sei por que você está falando isso. Você sabe o resultado (do julgamento)? Eu não sei´. Cercada por poucos “companheiros” que se mantiveram firmes ao seu lado durante todo o período de afastamento da Presidência, Dilma se agarra à esperança de que seu destino, que parece selado, possa mudar.

    — Falta menos de uma semana para acabar, mas ela não quer dar o braço a torcer. Não admite que ninguém em volta dela fale sobre derrota — conta um auxiliar.

    Aliados aconselharam a presidente afastada a adotar, no Senado, a mesma postura da famosa foto de novembro de 1971, quando depôs na 1ª Auditoria Militar do Rio, que eles descrevem como ´firme, mas serena´:

    — A postura dela será de serenidade, transparência e calma, mas sem deixar de mostrar indignação com a injustiça do processo — disse uma pessoa próxima da petista. (Colaborou Letícia Fernandes) 

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